domingo, 16 de outubro de 2011

Maratona Universitária da Eficiência Energética 2011 - Dia 2

Poucas horas de sono depois e sem café da manhã, os spartanos retornaram ao kartódromo para o primeiro dia provas da Maratona (12). Do lado da pista, testamos novamente a resistência do eixo e aproveitamos a inclinação para simular uma subida. Tudo saiu conforme o esperado e mais: Tamara conseguiu colocar o Alpha para andar sem ter uma velocidade inicial, fato que não ocorrera antes.

Com atraso, começou a prova para os veículos a gasolina e etanol. Do lado de fora, a nossa Equipe discutia quem deveria pilotar o Alpha, se uma das pilotas ou Raphael, o capitão da Sparta. A dúvida foi levantada pelo pouco tempo de treino que as pilotas tiveram e também por causa do acidente do dia anterior, que deixou a nossa pilota oficial um pouco insegura.

Pra dirigir o carro não basta ser leve, tem que conhecê-lo bem e ter calma. - Prof. Stockler
 
  


Feitas algumas rodadas de votação, a Equipe decidiu que Raphael pilotaria o Alpha. Ele se arrumou, se aqueceu, ouvimos ao briefing da organização e entramos na fila. Na área que dá acesso à pista apenas o piloto e mais dois membros podiam entrar, sendo eles Lassery e Luiz Fernando. Entregaram-nos a bateria, instalamos e mais um problema: o carro não ligou. Rapidamente trouxeram ferramentas e Lassery trocou de lugar com o prof. Walter, para ajudar no reparo. Não passava de um mau contato para a caixa de controle. Estávamos prontos para a prova.


  

 
Depois da pesagem do Raphael, ele entrou no Alpha e Luiz Fernando e Lassery o posicionaram no topo da rampa de partida para a pista. Neste momento, o nervosismo é inevitável. Após o sinal do juiz de prova, o Alpha foi solto e um ano de trabalho da Equipe Sparta entra na pista.

Raphael já é conhecido entre os spartanos pelo seu estilo "emocionante" de dirigir, e mesmo a 20 km/h ele não deixou de reafirmar sua fama sob os gritos e palmas da torcida carioca:



Após 7,33 km marcados pelo GPS, muito mais do que o esperado, os dois que colocaram o Alpha na pista trouxeram-no de volta, com Raphael ovacionado pelos demais membros. Fomos almoçar contentes.

No final da tarde, autorizados para treinos livres, Tamara e Maíra dirigiram o Alpha, preparando-se para os próximos dias de prova.

sábado, 15 de outubro de 2011

Maratona Universitária da Eficiência Energética 2011 - Dia 1

Depois de 4 dias em São Paulo, participando da Maratona Universitária da Eficiência Energética, a Equipe Sparta está de volta ao Rio de Janeiro e conta agora tudo o que aconteceu no evento, dividindo pelos dias.

Na viagem foram os membros Alpha (VE); Gabriel Lassery (Mecânica); Guilherme Moura (Mecânica); Herbert Prince (Mecânica); Prof. José Stockler (Mecânica); Juliana Lima (Planejamento); Luiz Fernando Vieira (Elétrica); Maíra Mascarenhas (Mecânica); Matheus Sales (Elétrica); Paulo Ferreira (Design); Pedro Arlen (Mecânica); Rafaela Araújo (Planejamento); Raoni Salomão (Mecânica); Raphael Fjällgren (Mecânica); Tamara Di Maria (Design) e Prof. Walter Suemitsu (Elétrica).

Após 7 horas de viagem, chegando de madrugada em nosso destino, na terça-feira (11) nossa Equipe se instalou no boxe 47 do kartódromo de Interlagos, junto da receptiva Equipe PoliMilhagem, da USP, que disputava a categoria gasolina.



A trilha sonora era dada pelo ronco dos motores de combustão (à noite, no hotel, o ronco vinha de outras "máquinas"), sotaques e o som alto do pessoal do Rio Grande. Porém, era dia de vistoria e precisávamos deixar nosso Alpha 100%.

Prof. Stockler e Raphael
Enquanto o pessoal da Mecânica fazia os últimos ajustes, alguns foram conhecer os outros carros. De todas as categorias, haviam veículos extremamente bem acabados, outros muito criativos e também carros muito simplórios. Com uma boa dose de ansiedade, nos encaminhamos pra vistoria à tarde, na qual fomos facilmente aprovados.

Logo em seguida, entramos na pista para reconhecê-la e elaborar uma estratégia junto de nossas pilotas Tamara e Maíra.

Reconhecendo a pista
Autorizados pelo responsável técnico da Maratona, Paulo Mazaia, a entrar na pista com o Alpha, desde que desligado, veio o primeiro susto: o nosso carro colidiu contra a proteção de pneus e teve seu eixo fraturado.

De volta ao boxe, sob os olhares de todas as outras equipes, provamos porque somos spartanos: mesmo sem o material adequado para a confecção de um novo eixo, os mecânicos da Equipe conseguiram construir um novo, de Alumínio (mesmo material do acidentado), a partir de partes menores que levamos conosco na viagem. A elétrica também sofrera danos na caixa de controle, mas que foram rapidamente resolvidos. Após seis horas intensas de trabalho, o Alpha estava recomposto e nosso exército retornou ao hotel para descansar e se preparar para o primeiro dia de prova.

Alpha com seu novo eixo sob observação de Matheus e Herbert

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

VoltXpedition

Nos dias 28 e 29 de setembro, o Centro de Tecnologia da UFRJ receberá um super evento: a VoltXpedition! 



Trata-se de uma série de eventos e palestras que estão ocorrendo nos principais campi universitários do Brasil e que agora chega ao Rio de Janeiro, exclusivamente na UFRJ. Serão realizadas, para a comunidade universitária e jornalistas, apresentações sobre tecnologia, sustentabilidade e, é claro, o carro elétrico deles, Volt, o qual poderá ser visto de perto pelos estudantes

“O Volt é, acima de tudo, a maior obra prima da engenharia da GM até os dias de hoje. (...) A Chevrolet completa, neste ano, cem anos de história e, entre tantos ícones da marca nenhum poderia representar melhor o momento vivido pela empresa que o Chevrolet Volt. O Volt representa, em poucas palavras, um enorme esforço da engenharia para construir um carro que seja sustentável e limpo, sem que para isso o consumidor tenha que abrir mão de qualquer conveniência de um carro convencional. Uma revolução silenciosa.”

Em cada dia serão três apresentações no auditório localizado no bloco A do edifício: uma sobre o Volt, uma da Equipe Sparta e uma sobre o projeto dos barcos solares, também da UFRJ. No foyer ficarão expostos um Volt e o Alpha, veículo que disputará a 8ª Maratona da Eficiência pela Equipe Sparta. Os jornalistas - sortudos - poderão fazer um test-drive (no Volt, claro) pela ilha do Fundão e compartilhar conosco suas experiências.

Não perca! O carro do futuro está chegando!

28 e 29 de setembro, às 10:00 no bloco A do Centro deTecnologia da UFRJ

Outras informações: http://www.voltxpedition.com.br

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Lidando com imprevistos

Essa última semana não foi das melhores para Equipe Sparta. Algumas complicações não eram tão esperadas assim. Primeiramente tivemos problemas na fabricação do molde, com a reação do poliuretano com a massa corrida, que afundava no poliuretano lixado, deformando a estrutura. Ou seja, a massa cobriu alguns buracos, mas deformou outras partes. Isso foi resolvido retirando as partes afundadas e aplicando uma nova camada de poliuretano para correção. Outro problema foi referente à greve de alguns funcionários públicos na UFRJ, a mesma influenciada pela paralisação dos bombeiros. Essa greve incluiu os técnicos do nosso laboratório que usinariam as peças de maior complexidade para o carro de competição.

Não bastasse essa greve, o laboratório inteiro precisou ser fechado por orientação da coordenadora do LTM, incluindo nosso local de trabalho. Achamos isso um absurdo, mas engenheiros spartanos buscam solucionar problemas e não causar mais problemas. Nosso Professor orientador Stockler nos deu acesso a uma sala enorme, vazia temporariamente, bem próxima ao laboratório e foi autorizada a utilização do  LTM com a presença do professor Stockler. Assim, foi feito um mutirão de limpeza e transferência dos nossos recursos e instalações para essa nova sala, que já foi intitulada de “Acrópole”.               

Mesmo com todos esses imprevistos temos ainda, felizmente, muitas boas notícias. Chegaram as principais encomendas para o carro: motor, conversor, alumínio, kit da competição e as peças de bicicleta, que já foram testados e está tudo funcionando!! A fabricação do molde também está sendo finalizada, já foi iniciada também a parte de cima da carroceria e alguns componentes mecânicos também usinados. Uma coisa é certa: nesse feriado e final de junho não teremos folga.

Não deixem de nos acompanhar no facebook e no twitter, onde há mais detalhes e informações sobre o projeto. 

Até a próxima,                                            
                                                                                                                                                                            Gabriel Nocito

terça-feira, 31 de maio de 2011

Visita da Radix à Sparta

Sexta feira passada foi um grande dia para a Equipe Sparta VE. Tivemos a honra de receber Luiz Rubião, CEO da Radix Software e Engenharia, e seu diretor de Eventos, Luciano Galvão em nossas instalações. A Radix é “uma empresa de engenharia e software 100% nacional que oferece serviços e soluções de tecnologia, altamente qualificados e com independência tecnológica, para atender as principais indústrias de processo do Brasil e do mundo”. 

Foi muito empolgante a visita e teve uma importância nobre para todos nós: trouxe ainda mais motivação e força nessa nossa fase final, onde teremos muito trabalho. É uma demonstração que nossa primeira patrocinadora oficial sabe realmente dar valor aos universitários.
Semana passada tivemos ótimas notícias: Começamos a construir o carro da competição, cuja modelagem final está praticamente pronta e o motor importado já encontra-se no Brasil. Além disso, o controle do Stelios (primeiro veículo, de testes)finalmente está funcionando. Esta é a prévia do nosso veículo final de competição, elaborado por Herbert Prince, Guilherme Moura e Thiago Bôa!
E o Stelios, cuja modelagem vem sendo desenvolvida principalmente pelo nosso capitão Raphael Miranda, Gabriel Lassery e Maíra Mascarenhas, também já se encontra em estágio bem avançado, faltando pouco para terminarmos sua construção.
Essa semana agora as prioridades serão as compras finais e foco na fabricação nos dois projetos. “Não tem mais o que falar, temos que fazer!”

Grande abraço a todos, em breve mais novidades.

Gabriel Nocito





domingo, 1 de maio de 2011

Novo patrocínio: Radix Engenharia e Software

Semana passada a Equipe Sparta recebeu o que pode ser considerada a notícia do ano. Fomos informados que seríamos a mais nova equipe patrocinada pela Radix Engenharia e Software http://www.radixeng.com.br/ . Não só foi muito gratificante, mas também um incremento de responsabilidade para todos nós, que já se consolidou desde que a notícia chegou.

Como a partir do dia 02 de maio a Radix estará no maior evento offshore do mundo, a OTC Houston, nos foi pedido que fizéssemos um vídeo explicando o que era a Equipe Sparta, o que vínhamos desenvolvendo e trabalhando. Depois de muita correria, filmagens, edições e processos criativos, ficou pronto esse vídeo, que acabou não saindo com o som que desejávamos por conta de direitos autorais do youtube mas ainda está bem empolgante. Além disso, foi uma forma de sentir aquele orgulho, de ver o quanto avançamos de Outubro até agora.





Em breve mais atualizações sobre o nosso carro teste e nossos preparativos para Maratona de Inovação da UFRJ  que ocorrerá no início de Junho e tivemos a honra de ser convidados para fazer uma palestra e montar um estande com o nosso carro de testes, que já deverá estar pronto!

Um abraço, até a próxima.
                                       Gabriel Nocito

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Como fazer seu próprio carro elétrico - BATERIAS

Este é o primeiro post da série "Como fazer seu próprio carro elétrico". A ideia é que cada frente de trabalho (Mecânica, Elétrica, Design e Planejamento) fale de sua participação no projeto e construção do veículo utilitário da UFRJ: dos objetivos, do modus operandi, das dificuldades e compensações.

Em termos de Elétrica, é nossa a responsabilidade do projeto das baterias, qual tipo de célula escolher, quantas delas e como efetuar as ligações (com uma boa ajuda do Design!). A seguir, verificamos o desempenho que esperamos alcançar: torque, velocidade - logo, potência - e qual modelo de motor nos atende. Nessa altura, debruçamo-nos novamente sobre a questão de bateria e verificamos a compatibilidade entre as partes. Por fim, a etapa mais importante: o Controle/Instrumentação. Uma vez definido o conjunto de baterias e motor, passa-se a conhecer as limitações de cada componente e os cuidados a serem adotados durante a operação em diversas condições. Em outras palavras, a Instrumentação não somente zela pela segurança do equipamento e dos usuários, como provê dados para um controle melhor. Este, por sua vez, representa a contribuição da Elétrica na eficiência do veículo, assim como a Mecânica contribui em suas transmissões, o Design no projeto estrutural, etc. Nos próximos parágrafos isso se tornará mais claro. 

Acredito que seja intuitivo para muitos - inclusive pra mim - que o processo de estudo, modelagem e escolha das partes elétricas de um carro elétrico começasse pelo motor. Não é um total engano, mas também não é um total acerto. Na verdade, os processos para determinação das baterias e do motor são, por algum tempo, independentes, e mais na frente é que se "encontram". Para as baterias, a etapa independente começa com um estudo das principais definições que todo projetista deve saber: carga, capacidade, energia específica, entre outras. São grandezas simples de se entender. Um exemplo: a taxa C. Em nosso projeto contamos com dois conjuntos de baterias de 48V e 20Ah (tensão e capacidade, respectivamente), cada um capaz de atingir uma taxa de descarga 5C. Isto significa, na prática, que nossa bateria pode entregar uma corrente até 5 vezes maior que a capacidade nominal. Neste exemplo, 5x20 = 100A. O "preço" é que o tempo disponível de bateria decai a uma proporção ligeiramente maior. Em outras palavras, se operarmos com 100A, nossa bateria de 20Ah resistirá por algo em torno de 10 minutos - a relação com o tempo não é exatamente linear.

Conhecidas as definições, seguimos para o estudo dos diversos tipos de baterias, sendo as principais o chumbo ácido, Níquel-Cádmio, Niquel-Metal-Hidreto (NiMH) e as famosas íon-Lítio. Cada tipo pode ser diretamente comparado em função de suas densidades de energia (quantidade de energia que cada uma pode conter num mesmo "espaço"), ciclos de recarga, auto-descarga e outras características menos matemáticas, vamos assim dizer, como o efeito memória ("vício" da bateria resultante de cargas e descargas feitas com pouco cuidado, ocasionando a diminuição da capacidade de armazenamento). Infelizmente ainda não existe o tipo ideal de baterias para um veículo elétrico, sendo elas uma das "rés" do famoso (pelo menos pra nós) documentário "Quem matou o carro elétrico", de 2001. Apesar disso, um tipo vem se aproximando muito do ideal: íon-Lítio. Já presente em celulares, notebooks e outros eletrônicos dependentes de baterias, não poderia ser diferente em carros elétricos. A estrutura é simples: um catodo (lado positivo) composto por um óxido metálico de Lítio e um anodo (lado negativo) de Carbono, separados por uma substância condutora, a qual permite o trânsito de íons entre os dois pólos, seja na carga ou na descarga. Vejam a figura:

Retirado do site “Battery University”, de Isidor Buchmann – Cadex Electronics Inc.


Em termos de baterias, é o tal óxido metálico do catodo que confere a energia e a capacidade de entregar potência. Os mais comuns nas baterias de Lítio hoje em dia são o óxido de Lítio Níquel Manganês Cobalto (NMC), Ferro Fosfato, Níquel Cobalto Alumínio e Titânio. A comparação entre esses tipos é mais acirrada, tanto que os carros elétricos, híbridos ou puros, declaram suas baterias como "íon-Lítio", sem especificar o íon. Em nosso projeto, os parâmetros de custo (baterias de íon-Lítio são mais caras que as demais, porém dentre elas também podem haver diferenças significativas de preço),  segurança e densidade de energia foram os responsáveis pelo "desempate". Para o veículo da nossa universidade, o tipo preferido é a de Fosfato de Ferro Lítio (LiFePO4). Já temos dois conjuntos deste tipo, e pretendemos fazer novas aquisições (muito provavelmente adotando um modelo de célula mais robusto) em breve.

Conhecidas as definições e os tipos, aos cálculos! Tal como em um veículo convencional existe um parâmetro de consumo, dado por quilômetros percorridos com um litro de combustível, os veículos elétricos marcam seu consumo em quilômetros percorridos por Watt-hora (Wh), aquela mesma unidade que encontramos em nossas contas de luz. Em média, o consumo de um carro de passeio, caso seja elétrico, é da ordem de 200Wh/km. Sabendo-se disto, quanto queremos andar?

Nosso utilitário elétrico será um prestador de serviços gerais para nossa Universidade (em especial serviços sustentáveis, como o transporte de materiais reciclados) e terá seu trânsito restrito ao nosso principal campus: a Cidade Universitária, localizada na Ilha do Fundão. Com uma ajuda do Google Maps, traçamos um percurso que beneficiasse os principais Centros e Faculdades, bem como o Hospital Universitário:



Com uma simples multiplicação entre percurso e consumo, obtivemos nossa energia necessária, e foi um valor próximo de 8kWh. Se alguém efetuasse essa conta, concluiria que estamos demandando mais energia do que a matemática dita. Entretanto, as baterias perdem muito de sua vida útil quando submetidas a descargas completas. O recomendável é que não se vá abaixo de 20% de sua carga. Esta etapa, da projeção de energia necessária para um dado percurso, conclui a parte independente do estudo das baterias. É também a este ponto que se retorna quando um motor é escolhido, de forma que se confirmem os dados de consumo.

Agora, as decisões tomadas têm relação direta com a escolha do motor. Uma delas é a tensão do conjunto de baterias. Em carros elétricos, tensões de 12 e 24 Volts são evitadas. Isso decorre do fato de que o motor tem uma determinada potência, e esta é produto entre tensão, corrente e eficiência. Tensões baixas implicam em correntes mais elevadas, as quais levam a perdas por dissipação de calor nos cabos, por exemplo. A partir de 48V já se pode trabalhar bem e será esta a tensão para nosso primeiro veículo. Esta escolha foi feita sobretudo pensando na nossa segurança: como teremos que fazer ligações, medições e outros manuseios com a bateria, quanto menor for a tensão, menores os danos causados por um eventual acidente ou choque elétrico. E onde está a relação direta com o motor? No caso da tensão, é esta que determina as rotações que o motor será capaz de produzir. Em outras palavras, a tensão das baterias influenciam diretamente na velocidade do veículo! Indiretamente, contribuem também na aceleração pois, através das reduções mecânicas sobre as rotações, ganha-se em torque, gerado inicialmente pela corrente aplicada sobre o motor! Em suma, um motor elétrico pode trabalhar na região hachurada do seguinte gráfico (qualitativo) de RPM's por torque - lembrando que o aspecto da curva pode variar de motor pra motor:

                        


Cabe a nós, projetistas, escolher em que ponto queremos trabalhar. Este ponto é o que "contém" as especificações do conjunto de baterias do nosso carro elétrico:

                      


E eis a dependência entre baterias e motor, componente tema do próximo post de nossa frente de trabalho. 

A caminho da construção de um veículo elétrico!

Luiz Fernando